segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O Panorama da Educação a Distância no Brasil.

Introdução.
O avanço da EAD no Brasil tem sido influenciado pela necessidade de um acesso à educação de forma democrática, favorecendo a todos que desejam estudar.  Neste contexto aprender e ensinar a distância é um método que vem se adaptando ao longo da história como uma forma de ensinar “diferente” quebrando paradigmas e comprovando a sua importância como uma ferramenta de construção de uma nova consciência e de um novo conceito de aprender. De fato o conceito de aprender  mudou quando se trata de educação a distancia, nesta modalidade não se permite a passividade do aluno, o mesmo passou de expectador a ator, de receptor a construtor de seu próprio conhecimento. Neste novo nicho de mercado muitas empresas estão investindo na educação à distância, são inúmeras as ofertas de cursos, desde livres a cursos técnicos, de graduação e pós graduação. O Ministério da educação do Brasil tem incentivado a EAD, as empresas investem alto nas plataformas de Ambientes Virtuais de Aprendizagem e na capacitação de tutores; os alunos são beneficiados por um sistema de ensino que reeduca e relembra que para aprender é necessário disciplina e desejo de adquirir o conhecimento. Diante de um panorama atual e  com tamanhos desafios a serem superados, o presente estudo descritivo, de levantamento bibliográfico, retrata resumidamente o  processo histórico da     EAD, baseados em artigos de sites e blogs, além de publicações governamentais que  justificam e regulamentam  o ensino a distância no Brasil.

Histórico da EAD no Mundo

Diversos autores concordam que a EAD remonta de muitos séculos, tendo seu início na Grécia, sendo seguido por Roma, onde sua característica principal era o uso de correspondência para uso pessoal, coletivo  e científico, se manifestando no período do Cristianismo nascente (SARAIVA,1996)  sendo as cartas do Apóstolo São Paulo considerado  um marco histórico na educação a distância. Pesquisas descrevem que no século XVIII foi publicado na Gazeta de Boston um anuncio sobre ensino a distancia de um curso de taquigrafia, sendo esse considerado também um marco histórico para a EAD neste período da história. 
Novas iniciativas  de EAD surgiram a partir do século XIX onde o ensino de artesões, operários, artífices  constituia um método de ensino, entretanto esse ensino não foi considerado acadêmico, sendo esse um dos fatores que provavelmente contribuíram para que atualmente haja preconceito com relação a EAD (QUINTAIS,2010). Neste mesmo século, mais exatamente em 1883, o ensino já atingia a Suécia e em 1840, encontrava lugar na Inglaterra. Na Alemanha os cursos a distância surgem em 1890 e nos Estados Unidos, na Universidade de  Chigado, em1881; os curso oferecidos eram de língua hebraica por correspondência; a partir do  inicio do século XX o ensino teve parte caracterizada pela produção de filmes educacionais e radiofônicos(www.vestibular.brasilescola.com). O desenvolvimento institucionalizado  de ensino a distancia teve inicio a partir da metade do século XX, em 1856 foi criada a primeira escola de línguas por    correspondência e em 1892 foi criado uma divisão de ensino por correspondência, no departamento de extensão da Universidade de Chicago. Em 1898 foi publicado o primeiro curso por correspondência dando origem ao famoso instituto Hermond. Com o surgimento do século XX, houve um movimento crescente da utilização da EAD a partir da otimização e modernização dos correios e meios de transporte (SARAIVA,1996). 

Histórico da EAD no Brasil - De uma trajetória informal a uma trajetória política

A história da EAD no Brasil tem seu marco histórico a partir de 1937, com a fundação do serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação, que ensinava através do rádio e com o uso de um material impresso. Na sequencia em 1939 surge o Instituto Monitor que chegou a formar mais de 5 milhões de alunos e está ativo até os dias atuais. Em 1941 surge o Instituto Universal Brasileiro, que atualmente é um dos maiores cursos de educação a distância por correspondência. Com a chegada da televisão em 1948 o ensino a distancia inicia uma nova fase e em 1965  programas educativos começaram a ser formados, como foi o caso da TV Educativa. Surge em 1997 a Fundação Roberto Marinho que já formou cerca de 4 milhões de pessoas. Apesar de todos os benefícios trazidos pelo ensino  a distancia, ainda faltava uma regulamentação que trouxesse maior confiabilidade a esse sistema de ensino, foi então que em 1998 o ensino a distancia foi oficializado pelo governo federal. Já em 1999 surgem os primeiros cursos de graduação a distancia no Brasil.( (www.vestibular.brasilescola.com)
De acordo com a LDB (1961)A educação a distancia no Brasil foi considerada uma forma de ensino facilitadora da alto-aprendizagem. A partir dessa premissa houve um crescimento deste método de ensino de forma substancial. O MEC
Hoje no Brasil existe uma legislação própria que normatiza o modelo de educação que deve ser oferecido ao aluno, esse modelo inclui desenvolvimento de um material de ótima qualidade construído por professores conteudistas e o suporte de um professor tutor com curso de especialização na área. De todos os benefícios da EAD, os mais importantes estão na forma de trazer o aluno para o centro do sistema de aprendizado e a mudança transformadora na postura do educador que se tornou acima de tudo um orientador.
Histórico.
Dados atualizados sobre a Educação a Distância no Brasil (você pode buscar esses dados no site do MEC –  www.mec.gov.br ou em artigos recentes sobre EaD).
Justificativas legais a partir das regulamentações existentes.
Conclusão com suporte argumentativo em artigos e obras sobre EaD.


PRÁTICAS DE UM PROFESSOR FORMADOR NO ENSINO A
DISTÂNCIA (UFG-FAV) DISPONÍVEL EM http://rtve.org.br/seminario/anais/PDF/GT4/GT4-7.pdf
Fonte:http://vestibular.brasilescola.com/ensino-distancia/historia.htm
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA NO BRASIL: lições da história http://www.rbep.inep.gov.br/index.php/emaberto/article/viewFile/1048/950






sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Curso de PRIMEIROS SOCORROS para o acampante Junior

                            CURSO ON LINE DE PRIMEIROS SOCORROS
               PRIMEIROS ATENDIMENTOS PARA ACAMPANTE JUNIOR


                                           Autor: Márcio Gomes da Costa

Curso direcionado a estudantes,  acampantes, escoteiros, guarda -mirim, aventureiros que deixam a segurança de sua casa e se expõem aos mais diversos perigos de acidentes.
                                                        
                                                                Resenha

        Nos dias atuais, as crianças e adolescentes estão sujeitos a diversos riscos, devido a sua hiper atividade e pró-atividade próprias de sua faixa etária. A demais estão expostos a outros riscos que independem  de sua vontade, como  acidentes das mais variadas etiologias.  Em muitos casos esses acidentes acontecem  quando estão reunidos em suas "tribos" longe dos seus responsáveis. Pelo fato   de não conhecerem  ou não    possuirem  noção de um primeiro atendimento, muitas vezes estão fadados a morrerem ou ficarem sequelados. O objetivo do curso de  primeiro atendimento é ensinar  de uma  forma  fácil e didática como  realizar  os primeiros  atendimentos a vítimas de mal súbito, como desmaios,  infartos, crises epilépticas, além     de   detalhar os cuidados para  atender vitimas  de picadas de  animais peçonhentos, fraturas e hemorragias. Os protocolos do Suporte Básico de Vida (BLS) da Americam Heart Association são ensinados de uma forma fácil e prazerosa, conduzindo o aluno a um processo de aprendizado    dinâmico. As letras CAB  que  representam a Circulação,  Vias Aéreas e Repiração ficaram em suas memórias até que atinjam a idade adulta.
 
          Ao final do curso o aluno receberá um certificado que será enviado pelo correio

           Maiores informações acesse o site www.gerenciamentoetreinamento.com

Referenciais de qualidade na educação superior à distância

Referenciais de qualidade na educação superior à distância
Márcio Gomes da Costa



 Resumo

 A Educação a Distancia surgiu há muitos séculos e foi sendo aperfeiçoado e utilizado de varias maneiras. Com o avanço da utilização deste recurso, houve necessidade da criação de uma legislação específica para regulamentação e controle de sua qualidade. A partir deste fato, foram incorporadas outras necessidades tanto por exigência da legislação, como por necessidade dos próprios serviços de se adaptarem a essa legislação. A partir daí surgiram os conceitos de Gestão, Didática na educação a distancia e Avaliação institucional, todos voltados para um controle de qualidade, visando atender a legislação, melhorar o método de ensino aprendizagem, buscando índice de satisfação do aluno e crescimento institucional.

Palavras-chave
Qualidade em EAD, Desenho Pedagógico, Didática, Satisfação dos estudantes


Introdução


No artigo 1ª da Lei das Diretrizes básicas da Educação (1996) a educação é descrita como um complexo de fatores envolvendo vários atores que participam da construção de um conhecimento individual e coletivo. Esse coletivo refere-se a um processo de formação sistêmica onde a família, como um núcleo, os relacionamentos inter pessoais, as organizações trabalhistas, escolas, sociedade e a cultura do povo, como um todo, formam um sistema organizado que molda o jeito de ser de um grupo em comum. Para Freitas (2011) O conhecimento nunca será individual por que cultura é passada aos descendentes como uma memória coletiva, por que é social e impossível de se desenvolver individualmente. Entretanto para Newton (2001) citado por Lima (2011) pedagogia do aprender a aprender estabelece uma hierarquia valorativa na qual aprender sozinho situa-se num nível mais elevado do que a aprendizagem resultante da transmissão de conhecimento por alguém. Neste contexto integrar o aprendizado individual com o coletivo, torna-se uma necessidade e uma quebra de paradigmas com relação à possibilidade de aprender sozinho ou estar sozinho e aprender com um acompanhamento não presencial. Neste sentido faz-se obrigatório o uso de referencias de qualidade em educação à distância, para um maior controle e comprovação de que o aprendizado se materializara na construção do conhecimento do sujeito enquanto aluno.

Fundamentação teórica e discussão

Com objetivo de melhorar a qualidade da educação a distancia, o governo criou legislação própria que incorporou determinadas regras a serem seguidas no sentido de validar a qualidade da EAD, resultando em um dos resultados positivos o aumento das ofertas de curso a distância. Entre esses padrões legais ou regras estabelecidas pelo governo encontramos: Democratização do acesso, flexibilidade em tempo e lugar para os estudos, eficiência da metodologia, aumento da capacidade de leitura e de escrita, autonomia do estudante, redução de custos, ampliação da abrangência das instituições; compatibilidade com jornadas especiais de trabalho acesso a conteúdos e atividades estruturadas de aprendizagem, acompanhamento por professores tutores mesmo em regiões remotas, promoção da modernização do ensino presencial pela incorporação da EaD, qualificação dos métodos de ensino e de aprendizagem, acessibilidade de pessoas portadoras de alguma deficiência (ROESLER, 2011). Os referenciais de qualidade enquanto norteadores são seguidos por uma estrutura pedagógica ou desenho pedagógico, que define uma característica própria ao curso ofertado. Neste sentido conceitua-se desenho pedagógico por uma série de elementos que são fundamentais para a definição dos objetivos educacionais, como o tipo de mídia a ser utilizado, a produção e oferta do material didático do curso e os sistemas de avaliação. Por melhor que seja o formato, modelo ou recurso ofertado ao aluno, se este não for didaticamente utilizado, pouco favorecerá o processo de ensino aprendizagem. Por isso como um fator complementar e de igual importância, A, EAD utiliza os recursos da didática para consolidar este processo, pois tem no seu objetivo principal como fazer acontecer à prática pedagógica, deixando claro para que fazer e por que fazer. O modo de acontecer à prática pedagógica inicia-se a partir de um material didático com múltiplas funções como, navegabilidade, interatividade e conectividade. A interação estabelecida pelo AVA entre os sujeitos, utilizando os recursos disponíveis é que definirá o índice de satisfação do estudante, quando ao solicitar um auxilio ou subsidio de apoio pedagógico, ao colega ou tutor, o aluno recebe um feedback positivo que se apresenta como uma intermediação humana disponível, caracterizando-se por um suporte pedagógico afetivo e motivacional. Neste momento a comunicação assincrônica é tão presencial como a comunicação sincrônica e o objetivo pedagógico é atingido.


Considerações finais

A EAD passou por diversas fases ao longo dos anos, apresentando um crescimento impressionante. Hoje graças a uma legislação própria, que garante a qualidade do ensino oferecido, o uso de material didático adequado que favorece ao aluno construir seu próprio conhecimento, uma interação através de diversos recursos midiáticos, faz da educação a distância um ambiente democrático, saudável e aprovado pela maioria dos alunos e professores que convivem neste ambiente virtual de aprendizagem.


Referências

LEI DAS DIRETRES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL.  Disponível em (http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf, acesso em 19/10/2011.

CONCEITO DE CULTURA. Freitas, Eduardo. Disponível em http://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/conceito-cultura.htm, Acesso em 19/11/2011.

Duarte, Newton. Vigotski e o “aprender a aprender”: crítica às apropriações neoliberais e pós-modernas da teoria vigotskiana/ Newton Duarte — 2. ed. rev. e ampl. — Campinas, SP: Autores Associados, 2001. (Coleção educação contemporânea)

APRENDER A APRENDER SOCIEDADE DO CONHECIMENTO. Disponível em http://www.artigonal.com/ensino-superior-artigos/aprender-a-aprender-sociedade-do-conhecimento-525095.html. Acesso EM 19/10/11.

Jucimara Roesler. Referenciais de Qualidade em educação à distância. Pós- Graduação 2011. Leitura Fundamental, aula 1, parâmetros legais para uma Educação a distância de Qualidade, Anhanguera Virtual, 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

DESAFIO DE APRENDIZAGEM

A criação de um blog como parte do desafio proposto no curso de Metodologia e Gestão no Ensino a Distancia, acrescentou-me conhecimento na utilização de ferramentas da internet, como desenvolvimento do design, postagens de comentários, textos e configurações de sites. Para a construção deste texto realizei diversas visitas a blogs e através da leitura no Blog do Profº J.Medau, reforcei  o aprendizado sobre  a trajetória histórica da EAD. Neste blog percebe-se a preocupação do autor em abordar temas como a relação da mulher no ambiente de trabalho, sua divisão de tempo com a família e suas tarefas diárias, dando ênfase a necessidade de tempo para realização de outras atividades, como estudar, por exemplo, sendo nesse caso a EAD uma opção para que a mulher possa desenvolver melhor a sua capacitação. Outras questões sobre  a autonomia do profissional trabalhar em casa, citando  o  caso do home Office, método  comparado ao ensino a distancia na flexibilização do desenvolvimento da tarefa, que ao final gera uma economia de tempo, incentiva a criatividade do aluno e aumenta a capacidade de criação individual. Além da economia de tempo, enfatiza também a economia financeira, já que o aluno não precisa deslocar-se de sua residência para a universidade todos os dias. Pode-se comentar também os benefícios ao meio ambiente, uma vez que um número inferior de veículos circulam pelas ruas. Não podemos deixar de comentar que EAD exige autodisciplina por parte dos alunos, sem isso é impossível que  atinja o autodesenvolvimento  pessoal. Um texto que pode complementar bem essa idéia foi retirado do blog do Profº Paulo Barreto que descreve sobre dicas para os alunos estudarem em seu tempo livre, são dezesseis dicas e fica claro para os leitores a preocupação e o compromisso do autor com o ensino presencial e a distancia.
Foi no mesmo blog que  encontrei uma das mais fantásticas citações do escritor Rubens Alves, que descreve em seu texto a importância da escola que ensina as perguntas e não as respostas, define que ensinar as respostas mata o pensamento, mais ensinar as perguntas conduz o aluno a um universo desconhecido e de busca do conhecimento. Em um outro blog pesquisado foi postado 180 comentários após a leitura do artigo “Deputada quer debater educação a distancia” onde percebemos como as pessoas se preocupam com a questão política, através do  envolvimento nos debates quando assunto está relacionado com a educação. Nestes debates apenas uma  postagem mostrou-se contra e todas as outras elogiaram e incentivaram, alguns mostraram-se preocupados com a qualidade do ensino a distancia.
Texto criado em exigência a competência de Educação a Distancia no Brasil e no Mundo do curso de Pós Graduação em Metodologia e Gestão em Educação a Distancia da Faculdade Anhnaguera
Referências:

Educação e desenvolvimento: Considerações sobre a educação a distancia. [ on line]Disponível em http://jmensinoemfoco.blogspot.com/2011/08/consideracoes-sobre-educacao-distancia.html?spref=bl . lido em 5 de agosto de 2011

Barreto, Paulo. Como estudar em casa.[ on line] disponível em: http://paulocbarreto.blogspot.com/2011/07/como-estudar-em-casa.html. Lido em 28 de Julho de 2011  
Deputada quer debater Educação a Distância.[ on line] disponível em: http://www.educacaoadistancia.blog.br/deputada-quer-debater-educacao-a-distancia/comment-page-4/#comment-16580 – Lido em 08 de Agosto de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

Paradigmas e Axiomas Sobre o Ensino A Distancia

Pesquisando em alguns sites e blogs da internet, tenho observado a diversidade de profissionais das mais diversas áreas comentando sobre o tema da Educação a Distância (EAD) e Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). Percebemos na representação textual de professores, políticos e alunos a preocupação com o momento atual vivenciado por todos. Esse momento de transição da educação presencial para semipresencial ou totalmente a distância, tem trazido insegurança e medo. A presença física do professor sem dúvida alguma sempre será importante. O relacionamento presencial entre professor e aluno, traz uma segurança materna ou paterna, uma forma de "apoio" ou manifestação de acolhimento, onde o professor transcreve o conhecimento e o aluno receptor, preenche suas necessidades de conhecimento. O lado positivo não pode ser negado quando a recriação do conhecimento passa pelo "chamado olho no olho". O olhar firme do professor em direção a um olhar do aluno carente de conhecimento, forma um feed back  insubstituível. Para alguns alunos estar perto do professor significa segurança e estar longe dele geram incerteza e desmotivação. Esta herança ou  cultura,  figura   de muitos séculos, onde a informação era passada de forma verbal, por não existir a escrita ou outros recursos mais sofisticados.  Um bom exemplo disso encontramos em relatos históricos da educação no Brasil, onde apenas filhos da burguesia possuíam  acesso ao ensino de qualidade,  impedindo que esse ensino fosse democratizado a todos. O lado positivo do ensino presencial perde parte do seu poder, quando pesquisas atuais demonstram que o EAD tem apresentado resultado mais significante que o ensino presencial. Pode-se notar que essa cultura de ensino presencial já se mostrou fragilizada, porque mesmo em locais remotos como em tribos indígenas o EAD já tem marcado presença. A presença da TV, rádio e correios, já fazem parte  da vida desses alunos. Inevitavelmente, não podemos negar que essas ferramentas de ensino informam, entretanto muitas vezes deformam a construção do conhecimento, quando esse ensino, que tecnicamente deveria substituir a sala de aula,  apresenta  uma pedagogia de baixa qualidade, quando os responsáveis pela produção do material e os professores tutores estão despreparados para essa nova práxis de ensino. Qual seria na realidade o motivo pelo qual o EAD tem superado as expectativas em relação ao ensino presencial? De uma variedade de itens, nos prenderemos a comentar sobre a liberdade do aluno- trabalhador estudar em qualquer horário, não estando mais obrigado a estar presente em dia e hora marcada. A  inibição que alguns alunos possuem quando estão diante do professor  e da turma nas aulas presenciais “fato que atrapalha o seu desenvolvimento”, acabam quando o aluno tem a liberdade de realizar as perguntas em um ambiente reservado e com privacidade, facilitando o processo ensino-aprendizagem. Um outro fator de extrema relevância é o incentivo a autonomia do aluno,  impulsionando e provocando o aluno a buscar o conhecimento  de uma forma autônoma; re-aprendendo a aprender, através da pesquisa e estudo da literatura disponível no AVA e das atividades, que de uma maneira geral são atreladas a pesquisa dinâmica de artigos e e-books. Não podemos deixar de citar o fórum de discussão que professores e alunos compartilham de forma assíncrona, criando um ambiente de troca de informações e aprendizado permanente. Neste ambiente os professores podem acompanhar o desenvolvimento dos alunos e perceberem as suas produções de forma individualizadas, evitando os problemas constantes que existem nas aulas presenciais, que são os  plágios de tarefas solicitadas para reforço da aprendizagem.
A presença da tecnologia de informação e comunicação (TIC)  já faz parte da realidade dos alunos brasileiros ( independente do EAD), sendo assim esses alunos já levam  para as aulas presenciais uma série de equipamentos, com as mais diversas ferramentas e as utilizam, independente dos recursos utilizados pelos professores. Como esse processo não tem retorno, pois as crianças já no inicio da alfabetização  manipulam equipamentos digitais, faz-se  urgente  que os professores comecem a se familiarizar e utilizar essas ferramentas , que por força da natureza nunca mais deixaram de fazer parte do processo educativo. Por exemplo, a área da educação pode usufruir as TICs dando pulos de qualidade e criatividade, tudo em nome de uma nova maneira de ver este "mundo" e isto irá fortalecer desde a educação básica às pesquisas científicas, passando pelo ensino à distância (EAD). (imáster.com.br,2011)
Para finalizar cito Freire (1996) (...) nunca fui ingênuo apreciador da tecnologia: não a divinizo, de um lado, nem a diabolizo, de outro. Por isso mesmo sempre estive em paz para lidar com ela. Não tenho dúvidas nenhuma  do enorme potencial de estímulos e desafios à curiosidade que a tecnologia põe a serviços da criança e dos adolescentes das classes sociais, chamadas favorecidas(...) meu papel fundamental, ao falar com clareza sobre o objeto, é incitar o aluno a fim de que ele, com os materiais que ofereço, produza a compreensão do objeto em lugar de recebê-la, na íntegra, de mim. 
Texto:  autoria de Marcio Gomes da Costa, aluno do curso de Pós Graduação  em Metodologia e Gestão em Ensino a Distancia - Faculdade Anhanguera de Taubaté - Unidade I

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O VALOR DA COMPETÊNCIA ESTÁ RELACIONADO AO VALOR ÉTICO PROFISSIONAL

O VALOR DA COMPETÊNCIA ESTÁ RELACIONADO AO VALOR ÉTICO PROFISSIONAL
 Existirá profissional de enfermagem com vocação no mercado de trabalho? Qual será o verdadeiro motivo que mantém o enfermeiro dentro da unidade hospitalar? Trabalho como enfermeiro graduado há vinte anos e diretor de enfermagem a mais de sete anos e é com muita preocupação que observo o que tem acontecido nos dias atuais, onde a competência está vinculada ao valor salarial. A mudança de comportamento dos profissionais surgiu a partir de um afastamento do conceito da ética. "O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social". Os profissionais deixam de exercer a real profissão por entenderem estarem sendo mal remunerados e isso mostra o caráter deformado de um profissional, que acaba causando um prejuízo ao "ser paciente" e conseqüentemente uma injustiça social.
   Existem dois resultados que surgem a partir do trabalho e considero o primeiro a realização da prática pelo qual fui graduado e o segundo a remuneração salarial. Como observador e responsável por prover uma assistência de enfermagem com qualidade e responsabilidade, me deparo com uma barreira quase que instransponível que é necessitar que algum enfermeiro que esqueceu os princípios éticos execute o seu papel social. Não posso admitir esta não conformidade e compactuar ou me dobrar a este sistema de motivação profissional falida. Necessito continuar com os princípios e os juramentos da profissão "fazei-me ver em cada um dos enfermos, não uma doença, um caso, um órgão, um número, mais sim um ser, uma pessoa, a vossa pessoa" este deve ser o foco do profissional enfermeiro. Liderar pessoas nunca foi fácil, sempre será desafiador e exaustivo, principalmente para quem possui um objetivo a atingir. Reacender ou criar o conceito da ética a partir de aumento salarial é uma utopia. Um profissional comprometido com a profissão nunca vinculará uma situação à outra. Pelo contrario criará um ambiente agradável e produtivo a todos, recorrerá a outros métodos para satisfazer suas necessidades sem comprometer o instrumento de seu trabalho. Frases como "Se ganha muito pouco para muita exigência", "não ganho para isso", "não preciso me aperfeiçoar" foram frases proferidas por alguns profissionais que já estiveram sobre a minha responsabilidade e que não aceitando a convocação a uma mudança de postura, preferiram abrir mão de seus empregos, a mudarem seu modo de ser e agir.  Onde estes profissionais encontrarão o reconhecimento profissional: a partir de um maior salário? A triste realidade é que nunca se realizarão, por que por maior que seja a sua renda, nunca conseguirão comprar algo que não tem preço (a sua vocação). Será apenas uma questão de tempo para que outros diretores comprometidos como a ética e a competência, percebam que o tempo de experiência profissional nada acrescentou a esses profissionais, e que a ambição sempre superará a verdadeira vocação. Existem outros enfermeiros que pela excelência na execução de seu trabalho, foram convidados por outras instituições e hoje recebem melhor remuneração (isto é louvável) a maior remuneração surgiu a partir de um melhor comprometimento profissional e este é o único meio para se chegar a um fim. Sabe-se que na atualidade, a competência muitas vezes está relacionada à remuneração e algumas empresas utilizam este método para premiar os seus colaboradores. É uma forma de incentivo, isto é um importante fator na melhoria da qualidade, entretanto também encontramos nestas empresas, profissionais que não se envolvem no processo (não são vocacionados). Podemos concluir que vocação e salário melhoram a qualidade da assistência, entretanto, salário sem vocação não repercute nessa melhora. Não podemos faltar com o comprometimento, utilizar os problemas pessoais, a insatisfação pela falta de realização na profissão, e justificar baseado na remuneração salarial.
Necessitamos também de compreender que cada empresa vive um momento financeiro diferenciado e é com a contribuição de enfermeiros que essas empresas entrarão ou sairão de crises. Se achamos necessários um salário diferenciado, também necessitamos apresentar uma postura diferenciada. Pense nisso
Márcio Gomes da Costa  - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I

AVALIAÇÃO COMPETENTE OU INCOMPETENTE


O conceito de avaliação segundo o dicionário da língua portuguesa, pode ser descrito como “valor determinado pelos avaliadores”. A avaliação teórica de um aluno não representa o todo de um processo de avaliação, é necessário um complemento de uma avaliação técnica. Particularmente na área de saúde a práxis precisa ser levada em consideração. Não é admissível um profissional competente em teoria e incompetente tecnicamente. É nesse momento que entra o grande problema da avaliação. Que avaliação está sendo realizada pelos avaliadores? Qual metodologia a escola está utilizando para avaliar os avaliadores? Se o mercado está recebendo profissionais diplomados mal preparados tecnicamente é evidente que existe problema no processo de avaliação. As empresas que comercializam equipamentos possuem um serviço denominado “pós venda”, onde um profissional verifica como o produto está se apresentando para o cliente e caso exista alguma inconformidade, é realizada a correção. Infelizmente no sistema educacional não vemos isto acontecer. Os profissionais são entregues ao mercado de trabalho e quando submetidos a uma avaliação prática são simplesmente reprovados. Existem algumas perguntas que precisam ser respondidas: As escolas estão acompanhando o desempenho de seus alunos ao serem inseridos no mercado de trabalho? Os alunos estão sendo tecnicamente avaliados durante o seu período de estágio? Existe sistema de avaliação de desempenho dos docentes? Existe critério para admissão dos docentes? O docente está realmente comprometido com o ensino? O sistema de ensino da escola está em conformidade com as necessidades do mercado de trabalho? A resposta para essas questões talvez seja o caminho para a formação dos futuros profissionais do sistema de saúde, com uma melhor qualidade técnica. Buscar o conhecimento teórico é fundamental para o aluno, entretanto a presença de um docente orientador é o caminho para aprender a buscar esse conhecimento. O desenvolvimento da habilidade técnica exige a presença constante, de um docente habilitado e profundamente preparado para essa tarefa. O grande conflito nesta área está na presença de profissionais recém formados e sem a devida especialização, orientando alunos, desenvolvendo técnicas, que às vezes não estão preparados, por não possuírem conhecimento profundo sobre o tema. Por outro lado também percebemos a presença de profissionais com maior tempo de experiência, entretanto sem a atualização necessária para atuar em campo de estágio. Os dois casos são preocupantes porque resultará na formação de um profissional deficiente. Isto já é uma realidade e é necessário que este modelo de administração de ensino seja modificado. Certamente modificar este modelo exigirá mudanças nas administrações, impulsionará os administradores a se atualizarem e criarem um novo método de avaliação de seus docentes e isso gerará um trabalho exaustivo. Quem estará disposto a desenvolver esse trabalho diferenciado?
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I