quarta-feira, 27 de julho de 2011

AVALIAÇÃO COMPETENTE OU INCOMPETENTE


O conceito de avaliação segundo o dicionário da língua portuguesa, pode ser descrito como “valor determinado pelos avaliadores”. A avaliação teórica de um aluno não representa o todo de um processo de avaliação, é necessário um complemento de uma avaliação técnica. Particularmente na área de saúde a práxis precisa ser levada em consideração. Não é admissível um profissional competente em teoria e incompetente tecnicamente. É nesse momento que entra o grande problema da avaliação. Que avaliação está sendo realizada pelos avaliadores? Qual metodologia a escola está utilizando para avaliar os avaliadores? Se o mercado está recebendo profissionais diplomados mal preparados tecnicamente é evidente que existe problema no processo de avaliação. As empresas que comercializam equipamentos possuem um serviço denominado “pós venda”, onde um profissional verifica como o produto está se apresentando para o cliente e caso exista alguma inconformidade, é realizada a correção. Infelizmente no sistema educacional não vemos isto acontecer. Os profissionais são entregues ao mercado de trabalho e quando submetidos a uma avaliação prática são simplesmente reprovados. Existem algumas perguntas que precisam ser respondidas: As escolas estão acompanhando o desempenho de seus alunos ao serem inseridos no mercado de trabalho? Os alunos estão sendo tecnicamente avaliados durante o seu período de estágio? Existe sistema de avaliação de desempenho dos docentes? Existe critério para admissão dos docentes? O docente está realmente comprometido com o ensino? O sistema de ensino da escola está em conformidade com as necessidades do mercado de trabalho? A resposta para essas questões talvez seja o caminho para a formação dos futuros profissionais do sistema de saúde, com uma melhor qualidade técnica. Buscar o conhecimento teórico é fundamental para o aluno, entretanto a presença de um docente orientador é o caminho para aprender a buscar esse conhecimento. O desenvolvimento da habilidade técnica exige a presença constante, de um docente habilitado e profundamente preparado para essa tarefa. O grande conflito nesta área está na presença de profissionais recém formados e sem a devida especialização, orientando alunos, desenvolvendo técnicas, que às vezes não estão preparados, por não possuírem conhecimento profundo sobre o tema. Por outro lado também percebemos a presença de profissionais com maior tempo de experiência, entretanto sem a atualização necessária para atuar em campo de estágio. Os dois casos são preocupantes porque resultará na formação de um profissional deficiente. Isto já é uma realidade e é necessário que este modelo de administração de ensino seja modificado. Certamente modificar este modelo exigirá mudanças nas administrações, impulsionará os administradores a se atualizarem e criarem um novo método de avaliação de seus docentes e isso gerará um trabalho exaustivo. Quem estará disposto a desenvolver esse trabalho diferenciado?
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I

Um comentário:

  1. Como docente, conheço "na pele" perfeitamente esta realidade, onde pseudo profissionais estão "gerando" bolas de neve de ignorancia, pelo simples fato de que estes não possuem habilidades e muito menos conhecimento para tal. A docencia é um desafio ad eternum - ad eterno- em uma sala de orientação, o orientador necessita alcançar tantos quantos ali estiverem, como? está na perspicácia e no sangue. Ao meu Mano Prof Dr Marcio minhas alvissáras pela compêtencia.

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