segunda-feira, 8 de agosto de 2011

DESAFIO DE APRENDIZAGEM

A criação de um blog como parte do desafio proposto no curso de Metodologia e Gestão no Ensino a Distancia, acrescentou-me conhecimento na utilização de ferramentas da internet, como desenvolvimento do design, postagens de comentários, textos e configurações de sites. Para a construção deste texto realizei diversas visitas a blogs e através da leitura no Blog do Profº J.Medau, reforcei  o aprendizado sobre  a trajetória histórica da EAD. Neste blog percebe-se a preocupação do autor em abordar temas como a relação da mulher no ambiente de trabalho, sua divisão de tempo com a família e suas tarefas diárias, dando ênfase a necessidade de tempo para realização de outras atividades, como estudar, por exemplo, sendo nesse caso a EAD uma opção para que a mulher possa desenvolver melhor a sua capacitação. Outras questões sobre  a autonomia do profissional trabalhar em casa, citando  o  caso do home Office, método  comparado ao ensino a distancia na flexibilização do desenvolvimento da tarefa, que ao final gera uma economia de tempo, incentiva a criatividade do aluno e aumenta a capacidade de criação individual. Além da economia de tempo, enfatiza também a economia financeira, já que o aluno não precisa deslocar-se de sua residência para a universidade todos os dias. Pode-se comentar também os benefícios ao meio ambiente, uma vez que um número inferior de veículos circulam pelas ruas. Não podemos deixar de comentar que EAD exige autodisciplina por parte dos alunos, sem isso é impossível que  atinja o autodesenvolvimento  pessoal. Um texto que pode complementar bem essa idéia foi retirado do blog do Profº Paulo Barreto que descreve sobre dicas para os alunos estudarem em seu tempo livre, são dezesseis dicas e fica claro para os leitores a preocupação e o compromisso do autor com o ensino presencial e a distancia.
Foi no mesmo blog que  encontrei uma das mais fantásticas citações do escritor Rubens Alves, que descreve em seu texto a importância da escola que ensina as perguntas e não as respostas, define que ensinar as respostas mata o pensamento, mais ensinar as perguntas conduz o aluno a um universo desconhecido e de busca do conhecimento. Em um outro blog pesquisado foi postado 180 comentários após a leitura do artigo “Deputada quer debater educação a distancia” onde percebemos como as pessoas se preocupam com a questão política, através do  envolvimento nos debates quando assunto está relacionado com a educação. Nestes debates apenas uma  postagem mostrou-se contra e todas as outras elogiaram e incentivaram, alguns mostraram-se preocupados com a qualidade do ensino a distancia.
Texto criado em exigência a competência de Educação a Distancia no Brasil e no Mundo do curso de Pós Graduação em Metodologia e Gestão em Educação a Distancia da Faculdade Anhnaguera
Referências:

Educação e desenvolvimento: Considerações sobre a educação a distancia. [ on line]Disponível em http://jmensinoemfoco.blogspot.com/2011/08/consideracoes-sobre-educacao-distancia.html?spref=bl . lido em 5 de agosto de 2011

Barreto, Paulo. Como estudar em casa.[ on line] disponível em: http://paulocbarreto.blogspot.com/2011/07/como-estudar-em-casa.html. Lido em 28 de Julho de 2011  
Deputada quer debater Educação a Distância.[ on line] disponível em: http://www.educacaoadistancia.blog.br/deputada-quer-debater-educacao-a-distancia/comment-page-4/#comment-16580 – Lido em 08 de Agosto de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

Paradigmas e Axiomas Sobre o Ensino A Distancia

Pesquisando em alguns sites e blogs da internet, tenho observado a diversidade de profissionais das mais diversas áreas comentando sobre o tema da Educação a Distância (EAD) e Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA). Percebemos na representação textual de professores, políticos e alunos a preocupação com o momento atual vivenciado por todos. Esse momento de transição da educação presencial para semipresencial ou totalmente a distância, tem trazido insegurança e medo. A presença física do professor sem dúvida alguma sempre será importante. O relacionamento presencial entre professor e aluno, traz uma segurança materna ou paterna, uma forma de "apoio" ou manifestação de acolhimento, onde o professor transcreve o conhecimento e o aluno receptor, preenche suas necessidades de conhecimento. O lado positivo não pode ser negado quando a recriação do conhecimento passa pelo "chamado olho no olho". O olhar firme do professor em direção a um olhar do aluno carente de conhecimento, forma um feed back  insubstituível. Para alguns alunos estar perto do professor significa segurança e estar longe dele geram incerteza e desmotivação. Esta herança ou  cultura,  figura   de muitos séculos, onde a informação era passada de forma verbal, por não existir a escrita ou outros recursos mais sofisticados.  Um bom exemplo disso encontramos em relatos históricos da educação no Brasil, onde apenas filhos da burguesia possuíam  acesso ao ensino de qualidade,  impedindo que esse ensino fosse democratizado a todos. O lado positivo do ensino presencial perde parte do seu poder, quando pesquisas atuais demonstram que o EAD tem apresentado resultado mais significante que o ensino presencial. Pode-se notar que essa cultura de ensino presencial já se mostrou fragilizada, porque mesmo em locais remotos como em tribos indígenas o EAD já tem marcado presença. A presença da TV, rádio e correios, já fazem parte  da vida desses alunos. Inevitavelmente, não podemos negar que essas ferramentas de ensino informam, entretanto muitas vezes deformam a construção do conhecimento, quando esse ensino, que tecnicamente deveria substituir a sala de aula,  apresenta  uma pedagogia de baixa qualidade, quando os responsáveis pela produção do material e os professores tutores estão despreparados para essa nova práxis de ensino. Qual seria na realidade o motivo pelo qual o EAD tem superado as expectativas em relação ao ensino presencial? De uma variedade de itens, nos prenderemos a comentar sobre a liberdade do aluno- trabalhador estudar em qualquer horário, não estando mais obrigado a estar presente em dia e hora marcada. A  inibição que alguns alunos possuem quando estão diante do professor  e da turma nas aulas presenciais “fato que atrapalha o seu desenvolvimento”, acabam quando o aluno tem a liberdade de realizar as perguntas em um ambiente reservado e com privacidade, facilitando o processo ensino-aprendizagem. Um outro fator de extrema relevância é o incentivo a autonomia do aluno,  impulsionando e provocando o aluno a buscar o conhecimento  de uma forma autônoma; re-aprendendo a aprender, através da pesquisa e estudo da literatura disponível no AVA e das atividades, que de uma maneira geral são atreladas a pesquisa dinâmica de artigos e e-books. Não podemos deixar de citar o fórum de discussão que professores e alunos compartilham de forma assíncrona, criando um ambiente de troca de informações e aprendizado permanente. Neste ambiente os professores podem acompanhar o desenvolvimento dos alunos e perceberem as suas produções de forma individualizadas, evitando os problemas constantes que existem nas aulas presenciais, que são os  plágios de tarefas solicitadas para reforço da aprendizagem.
A presença da tecnologia de informação e comunicação (TIC)  já faz parte da realidade dos alunos brasileiros ( independente do EAD), sendo assim esses alunos já levam  para as aulas presenciais uma série de equipamentos, com as mais diversas ferramentas e as utilizam, independente dos recursos utilizados pelos professores. Como esse processo não tem retorno, pois as crianças já no inicio da alfabetização  manipulam equipamentos digitais, faz-se  urgente  que os professores comecem a se familiarizar e utilizar essas ferramentas , que por força da natureza nunca mais deixaram de fazer parte do processo educativo. Por exemplo, a área da educação pode usufruir as TICs dando pulos de qualidade e criatividade, tudo em nome de uma nova maneira de ver este "mundo" e isto irá fortalecer desde a educação básica às pesquisas científicas, passando pelo ensino à distância (EAD). (imáster.com.br,2011)
Para finalizar cito Freire (1996) (...) nunca fui ingênuo apreciador da tecnologia: não a divinizo, de um lado, nem a diabolizo, de outro. Por isso mesmo sempre estive em paz para lidar com ela. Não tenho dúvidas nenhuma  do enorme potencial de estímulos e desafios à curiosidade que a tecnologia põe a serviços da criança e dos adolescentes das classes sociais, chamadas favorecidas(...) meu papel fundamental, ao falar com clareza sobre o objeto, é incitar o aluno a fim de que ele, com os materiais que ofereço, produza a compreensão do objeto em lugar de recebê-la, na íntegra, de mim. 
Texto:  autoria de Marcio Gomes da Costa, aluno do curso de Pós Graduação  em Metodologia e Gestão em Ensino a Distancia - Faculdade Anhanguera de Taubaté - Unidade I

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O VALOR DA COMPETÊNCIA ESTÁ RELACIONADO AO VALOR ÉTICO PROFISSIONAL

O VALOR DA COMPETÊNCIA ESTÁ RELACIONADO AO VALOR ÉTICO PROFISSIONAL
 Existirá profissional de enfermagem com vocação no mercado de trabalho? Qual será o verdadeiro motivo que mantém o enfermeiro dentro da unidade hospitalar? Trabalho como enfermeiro graduado há vinte anos e diretor de enfermagem a mais de sete anos e é com muita preocupação que observo o que tem acontecido nos dias atuais, onde a competência está vinculada ao valor salarial. A mudança de comportamento dos profissionais surgiu a partir de um afastamento do conceito da ética. "O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social". Os profissionais deixam de exercer a real profissão por entenderem estarem sendo mal remunerados e isso mostra o caráter deformado de um profissional, que acaba causando um prejuízo ao "ser paciente" e conseqüentemente uma injustiça social.
   Existem dois resultados que surgem a partir do trabalho e considero o primeiro a realização da prática pelo qual fui graduado e o segundo a remuneração salarial. Como observador e responsável por prover uma assistência de enfermagem com qualidade e responsabilidade, me deparo com uma barreira quase que instransponível que é necessitar que algum enfermeiro que esqueceu os princípios éticos execute o seu papel social. Não posso admitir esta não conformidade e compactuar ou me dobrar a este sistema de motivação profissional falida. Necessito continuar com os princípios e os juramentos da profissão "fazei-me ver em cada um dos enfermos, não uma doença, um caso, um órgão, um número, mais sim um ser, uma pessoa, a vossa pessoa" este deve ser o foco do profissional enfermeiro. Liderar pessoas nunca foi fácil, sempre será desafiador e exaustivo, principalmente para quem possui um objetivo a atingir. Reacender ou criar o conceito da ética a partir de aumento salarial é uma utopia. Um profissional comprometido com a profissão nunca vinculará uma situação à outra. Pelo contrario criará um ambiente agradável e produtivo a todos, recorrerá a outros métodos para satisfazer suas necessidades sem comprometer o instrumento de seu trabalho. Frases como "Se ganha muito pouco para muita exigência", "não ganho para isso", "não preciso me aperfeiçoar" foram frases proferidas por alguns profissionais que já estiveram sobre a minha responsabilidade e que não aceitando a convocação a uma mudança de postura, preferiram abrir mão de seus empregos, a mudarem seu modo de ser e agir.  Onde estes profissionais encontrarão o reconhecimento profissional: a partir de um maior salário? A triste realidade é que nunca se realizarão, por que por maior que seja a sua renda, nunca conseguirão comprar algo que não tem preço (a sua vocação). Será apenas uma questão de tempo para que outros diretores comprometidos como a ética e a competência, percebam que o tempo de experiência profissional nada acrescentou a esses profissionais, e que a ambição sempre superará a verdadeira vocação. Existem outros enfermeiros que pela excelência na execução de seu trabalho, foram convidados por outras instituições e hoje recebem melhor remuneração (isto é louvável) a maior remuneração surgiu a partir de um melhor comprometimento profissional e este é o único meio para se chegar a um fim. Sabe-se que na atualidade, a competência muitas vezes está relacionada à remuneração e algumas empresas utilizam este método para premiar os seus colaboradores. É uma forma de incentivo, isto é um importante fator na melhoria da qualidade, entretanto também encontramos nestas empresas, profissionais que não se envolvem no processo (não são vocacionados). Podemos concluir que vocação e salário melhoram a qualidade da assistência, entretanto, salário sem vocação não repercute nessa melhora. Não podemos faltar com o comprometimento, utilizar os problemas pessoais, a insatisfação pela falta de realização na profissão, e justificar baseado na remuneração salarial.
Necessitamos também de compreender que cada empresa vive um momento financeiro diferenciado e é com a contribuição de enfermeiros que essas empresas entrarão ou sairão de crises. Se achamos necessários um salário diferenciado, também necessitamos apresentar uma postura diferenciada. Pense nisso
Márcio Gomes da Costa  - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I

AVALIAÇÃO COMPETENTE OU INCOMPETENTE


O conceito de avaliação segundo o dicionário da língua portuguesa, pode ser descrito como “valor determinado pelos avaliadores”. A avaliação teórica de um aluno não representa o todo de um processo de avaliação, é necessário um complemento de uma avaliação técnica. Particularmente na área de saúde a práxis precisa ser levada em consideração. Não é admissível um profissional competente em teoria e incompetente tecnicamente. É nesse momento que entra o grande problema da avaliação. Que avaliação está sendo realizada pelos avaliadores? Qual metodologia a escola está utilizando para avaliar os avaliadores? Se o mercado está recebendo profissionais diplomados mal preparados tecnicamente é evidente que existe problema no processo de avaliação. As empresas que comercializam equipamentos possuem um serviço denominado “pós venda”, onde um profissional verifica como o produto está se apresentando para o cliente e caso exista alguma inconformidade, é realizada a correção. Infelizmente no sistema educacional não vemos isto acontecer. Os profissionais são entregues ao mercado de trabalho e quando submetidos a uma avaliação prática são simplesmente reprovados. Existem algumas perguntas que precisam ser respondidas: As escolas estão acompanhando o desempenho de seus alunos ao serem inseridos no mercado de trabalho? Os alunos estão sendo tecnicamente avaliados durante o seu período de estágio? Existe sistema de avaliação de desempenho dos docentes? Existe critério para admissão dos docentes? O docente está realmente comprometido com o ensino? O sistema de ensino da escola está em conformidade com as necessidades do mercado de trabalho? A resposta para essas questões talvez seja o caminho para a formação dos futuros profissionais do sistema de saúde, com uma melhor qualidade técnica. Buscar o conhecimento teórico é fundamental para o aluno, entretanto a presença de um docente orientador é o caminho para aprender a buscar esse conhecimento. O desenvolvimento da habilidade técnica exige a presença constante, de um docente habilitado e profundamente preparado para essa tarefa. O grande conflito nesta área está na presença de profissionais recém formados e sem a devida especialização, orientando alunos, desenvolvendo técnicas, que às vezes não estão preparados, por não possuírem conhecimento profundo sobre o tema. Por outro lado também percebemos a presença de profissionais com maior tempo de experiência, entretanto sem a atualização necessária para atuar em campo de estágio. Os dois casos são preocupantes porque resultará na formação de um profissional deficiente. Isto já é uma realidade e é necessário que este modelo de administração de ensino seja modificado. Certamente modificar este modelo exigirá mudanças nas administrações, impulsionará os administradores a se atualizarem e criarem um novo método de avaliação de seus docentes e isso gerará um trabalho exaustivo. Quem estará disposto a desenvolver esse trabalho diferenciado?
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I

SUPORTE BÁSICO DE VIDA A SALVAÇÃO DA POPULAÇÃO

O Suporte Básico de Vida (BLS) tem se mostrado a única solução para diminuir os casos de mortes no local de acidentes e diminuição de seqüelas decorrentes dos acidentes ou infartos, que são atendidos nas unidades de saúde de todo o mundo. Os casos de acidentes, como atropelamentos, asfixia, infartos ou outras situações de emergência, como no caso de hipoglicemia, convulsão ou coma alcoólico são verdadeiramente casos de saúde pública. É caracterizado assim pelo fato de ocorrem dentro da comunidade, fora de uma instituição hospitalar e receberem o primeiro atendimento apenas por pessoas autorizadas, com treinamento específico capacitados para este ofício, como é o caso do profissional de saúde. O grande paradigma que precisa ser mudado é exatamente esta discrepância entre o grande conhecimento que o profissional de saúde possui sobre atendimento de Suporte Básico de Vida e o total desconhecimento da comunidade sobre este tema de tão alta relevância.
Sempre que uma vítima é atendida pela equipe de saúde, vários minutos já se passaram entre o acidente e a chegada da ambulância e por mais competente que seja o socorro realizado, uma seqüela já está estabelecida. Por isso se torna urgente que a comunidade seja ensinada a realizar o primeiro atendimento para que a vítima tenha maior chance de sobrevida. O ideal que o ensino de SBV inicie no ensino fundamental, para que a população cresça entendo a importância de conhecer o primeiro atendimento e desenvolver essa competência como uma filosofia de vida e não como uma obrigação. Não são desconhecidos de todos nós os casos de pessoas que morrem por asfixia ou afogamento por falta de atendimento e também não é desconhecido de todos nós que diversas pessoas observam a vítima morrer e nada fazem por desconhecerem totalmente do assunto. A parábola do bom samaritano, descrita por Jesus há muito tempo foi esquecida, porque as pessoas temem realizar um socorro e trazerem maiores riscos para a vítima, por isso optam ver o seu próximo agonizar até morrer e se quer ousam tomar medidas básicas de socorro. A estrema relevância do SUPORTE BÁSICO DE VIDA necessita ser discutida por educadores e profissionais de saúde, para desenvolverem estratégias de como ensinar a comunidade a agir em caso de acidentes com vítimas. A forma de liberar uma via aérea superior, verificar a respiração, dar suporte ventilatório, verificar a circulação, controlar hemorragia e realizar uma massagem cardíaca é uma matéria de fácil aprendizado, que pode fazer a diferença entre a vida e a morte de pessoas importantes da nossa sociedade. É o por isso que o objetivo da Sociedade Brasileira do Coração é melhorar os índices de recuperação de pacientes com Parada Cardio Respiratória que, atualmente, acredita-se serem inferiores a 1% nos grandes centros.
Márcio Gomes da Costa – Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I

ASPÉCTOS TÉCNICOS RELACIONADOS AO ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM DE UM PRONTO SOCORRO

Um Pronto Socorro será sempre lembrado como um lugar de esperança para as pessoas que correm risco de morte. É um lugar também que recebe pessoas altamente ansiosas em relação ao estado de saúde de seus amigos e familiares. Em resumo, é no Pronto Socorro que todas as pessoas acreditam que encontram a única chance de sobrevivência e é por isso que os profissionais que trabalham neste serviço, precisam estar bem preparados em Suporte Avançado de Vida. Os protocolos de serviço desenvolvidos pela American Heart Association, Colégio Brasileiro de Cirurgiões, entre outros, é o caminho para uma assistência com qualidade técnica e aumenta a sobrevida dos pacientes vítimas de trauma e problemas cardiológicos. Particularmente a enfermagem apresenta uma grande parcela de contribuição na assistência ao paciente gravemente enfermo, tendo em vista que a recepção deste paciente é feito exclusivamente pela enfermagem. Partindo deste princípio é de extrema necessidade que a equipe de enfermagem seja treinada nos protocolos de emergência, para que a cadeia de sobrevivência que inicia no Suporte Básico de Vida chegue ao Suporte Avançado de Vida com o maior êxito possível. Alguns passos precisam ser seguidos desde a recepção do paciente no Pronto Socorro até a sua transferência para uma unidade de Terapia Intensiva. A escala de trabalho para atendimento de emergência deve contar inicialmente com 03 profissionais: um enfermeiro, 01 técnico de enfermagem e 01 auxiliar de enfermagem que serão responsáveis pela recepção na entrada da emergência. O auxiliar de enfermagem deve localizar-se em uma posição que facilmente visualize a chegado da ambulância ou carro particular na entrada da emergência. Ao detectar a chegada de uma vítima de emergência, este comunica ao enfermeiro e ao técnico de enfermagem e os três se deslocam à porta de entrada e fazem a recepção da vítima. Neste momento dá-se início ao Suporte Avançado de Vida. O primeiro a chegar à cabeceira da maca realiza a letra A (libera vias aéreas), isto é eleva o queixo do cliente de forma que o ar entre com maior facilidade aos pulmões e avalia a coluna cervical à procura de lesões, aproxima o rosto à face da vítima e vê se o tórax está expandindo-se, ouve e sente, se o ar está saindo pelas narinas. 0 segundo profissional a chegar próximo a vitima verifica se existe pulso palpável e o terceiro a chegar realiza a avaliação rápida do estado neurológico (AVDI: A: se a vítima está alerta, V: se responde ao chamado verbal, D: se só reage a dor e I: se se encontra totalmente sem resposta). Completado essa etapa que deve ser rápida e, definido o grau de gravidade desta vítima, a mesma deverá ser encaminhada à sala de emergência para damos continuidade ao suporte avançado de vida. Na sala de emergência realiza-se a avaliação primária da vitima traumatizada que é composta pelas letras ABCDE. A: (libera vias aéreas), isto é elevar o queixo do cliente de forma que o ar entre com maior facilidade aos pulmões e avalia a coluna cervical à procura de lesões (revisa o posicionamento do colar cervical) oferece oxigênio por máscara não reinalante (com reservatório), aspira vias aéreas se for necessário. B: Acopla um oxímetro de pulso para verificação de saturação de oxigênio e observa a elevação do tórax à procura de lesões importantes que comprometam a parte respiratória, observa-se também a coloração das extremidades. Na letra C: Realiza-se a monitorização eletrocardiográfica, verifica-se presença e qualidade do pulso, hemorragias e tempo de enchimento capilar periférico. Duas veias de grosso calibre deverão ser puncionadas para uma infusão de grandes quantidades de solução fisiológica para prevenir ou tratar o choque hipovolêmico. Na letra D: Revisa-se o AVDI e na Letra E: avaliamos a superfície corporal da vítima à procura de lesões, fraturas ou perdas de substância do tecido subcutâneo e muscular. É de extrema importância durante a avaliação da superfície corporal realizar o aquecimento da vítima para evitarmos agravar o estado de choque. Depois de realizado estas etapas e procedido às intervenções médicas, a vitima deverá ser transferida para uma unidade te Terapia Intensiva ou Semi intensiva de acordo com a gravidade do caso.
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I

DIRETORIA COM FOCO NO COLABORADOR

O investimento na Qualidade de Atendimento ao cliente, necessita ser vista com uma visão ampla de cima para baixo, isto é das pessoas que tomam as decisões para aquelas que executam as decisões. Não existe dúvida que o que mantém uma empresa funcionando são os clientes que escolhem o nosso serviço ou são encaminhadas por serviços de referência. Entretanto a primeira impressão é a que fica, são os colaboradores internos (contratados para prestarem assistência no serviço de saúde) que decidirão o destino da empresa. A maneira diferente de ver o mundo do trabalho é que diferencia “um Gestor de, o Gestor”. Investir no colaborador, promovendo cursos de capacitação, fornecer uniformes, cesta básica, momentos de lazer e principalmente repouso em local adequado em jornadas noturnas; além do corpo a corpo do Gestor com o colaborador é o caminho para atingirmos a qualidade total no atendimento. Transmitir ordens claras e saudáveis para as pessoas certas  motivam e aumentam o desempenho. Ordens claras são ordens diretas e bem fundamentadas sobre o desenvolvimento de uma tarefa ou projeto e são consideradas saudáveis quando o colaborador sente-se confortável na execução. Os protocolos de serviços são extremamente importantes porque quando bem desenvolvidos levam os colaboradores a atingirem a meta desejada, entretanto analisando friamente, muitos se tornam robôs e perdem o que temos de melhor que é o sentimento de humanização e o afeto que deve ser desenvolvido entre cliente X colaborador. É neste ponto que nós Diretores e Gerentes precisamos nos fixar: Transformar o ambiente de trabalho o mais saudável possível, esquecer em um primeiro momento das punições severas e partir para discussão em mesa redonda com colaborador; descobrir os motivos dos descontentamentos, necessidade de readaptação, mudanças de horário e fazer uma pergunta básica: o que a Diretoria pode fazer por você? Esta pergunta é a retomada de um relacionamento que muitos já consideravam perdido e que a autoridade de um Diretor ou Gerente pode resgatar. Para alguns que exercem cargo de liderança, a maneira de lidar com o poder impedem esse resgate, quando não abrem o canal para que o colaborador expresse seus sentimentos e opiniões. Isso demonstra falta de atualização e insegurança ou medo de perder o controle. No mundo moderno a palavra relacionamento precisa vir antes da palavra técnica, porque um colaborador motivado sempre irá desenvolver bem a técnica desejada e no final todos sairão ganhando: Cliente, Colaborador e Administração. Pense nisso...
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté - Unidade I

SABER DELEGAR RESOLVE A MAIORIA DOS PROBLEMAS DE UMA DIRETORIA


 O acúmulo de papéis e problemas a serem resolvidos é o maior empecilho para que a diretoria consiga êxito na resolução de seus problemas. A cada  dia mais papéis e problemas se somam tornando a vida da diretoria um verdadeiro “stress” . A única maneira de contornar essa solução é delegar responsabilidades à todos. O diretor delega ao Gerente e o Gerente  delega ao Supervisor. A arte de delegar projetos trás medo e ansiedade aos diretores que são centralizadores e estes sentem medo de perder o controle da situação. Antes de se iniciar um processo de delegar atividades aos subordinados é necessário maturidade por parte daquele que delega. Cabe ao diretor escolher o projeto a partir do perfil de quem o realizará. Um dado importante é explicar nos mínimos detalhes como deverá ser trabalhado este projeto, sempre mostrando o caminho a ser seguido, evitando desta maneira que tome dimensões não esperadas pela diretoria. Acompanhar o projeto de perto ajuda e da segurança ao executor. O ideal é que se comece a delegar pequenos problemas e a medida que o colaborador vá demonstrando um bom desempenho, outras responsabilidades vão lhe sendo atribuídas.    Não podemos esquecer da criatividade própria de cada colaborador, entretanto devemos agendar data para conclusão do projeto para evitarmos que um papel que estava parado em sua mesa, vá parar na mesa de outro e o diretor sinta uma falsa sensação de problema resolvido, criando um problema ainda maior. Ao delegar problemas aos subordinados o diretor desenvolve motivação e o senso criativo de todos. Dá oportunidade  para que todos participem da tomada de decisão, das mudanças que acontecem na empresa e soluciona a maior parte dos problemas menores, resguardando para si os problemas diretamente relacionado ao gestor, deixando sua mente livre para criar projetos de maior expressão. O mundo do trabalho pertence a todos, são diversas pessoas que desenvolvem um processo de trabalho, porque não utilizá-los na elaboração do projeto? A união faz a força (um velho ditado popular), um cordão de 3 dobras não se parte, relata a Bíblia Sagrada. Ficar estático, estressado, atrás de uma mesa enquanto o mundo gira e os problemas ficam sem solução, não é bom para ninguém. Já dizia o educador Paulo Freire: “ é hora de aprender a aprender.”
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté - Unidade I

A IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE

“A palavra diagnósticodo Gr. diagnostikós, que significa capaz de discernir, também pode ser definido com conhecimento ou determinação de uma doença pela observação dos sintomas ou conjunto dos sintomas que servem de base a essa determinação” (http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx). Baseado neste conceito, o Diagnóstico de enfermagem que é realizado como uma das fases da Sistematização da Assistência de Enfermagem serve como base para a prescrição de enfermagem que é uma atividade privativa de enfermeiros.
A diferença fundamental entre diagnóstico médico e diagnóstico de enfermagem está caracterizado no fato do médico realizar um diagnóstico com foco na DOENÇA do paciente, enquanto o enfermeiro realiza um diagnostico voltado para PRESCRIÇÃO DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM. O Conselho Regional de Enfermagem "Normatiza a Implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem - SAE - nas Instituições de Saúde, no âmbito do Estado de São Paulo." Através da DECISÃO COREN-SP/DIR/008/1999 e define que o enfermeiro após ter analisado os dados colhidos no histórico e exame físico, identificará os problemas de enfermagem, as necessidades básicas afetadas, grau de dependência e fará um julgamento clínico sobre as respostas do indivíduo, da família e comunidade aos problemas/processos de vida vigentes ou potenciais.  
   Este conceito de diagnóstico de enfermagem quando utilizado em toda a sua extensão previne e diminui riscos de complicações e diminui o tempo de internação do paciente.  Além disso, a diminuição dos custos hospitalares cai abruptamente porque os riscos para lesões de pele, desidratação, entre outros, são avaliados e se identificados passam a fazer parte da prescrição de enfermagem.  Esta prescrição é lida pelo Técnico/Auxiliar de enfermagem e os cuidados preventivos são realizados.  Durante a realização do Histórico de Enfermagem, o enfermeiro coleta dados importantes sobre o paciente e aproveita para realizar a primeira parte do exame físico de enfermagem que é a inspeção (avaliação através da observação) em seguida conclui o exame físico através da Palpação, percussão (utilização das mãos para identificar problemas) e ausculta (ouve sons através de aparelhos). Depois de concluído o exame todos os problemas de enfermagem identificados (diagnósticos de enfermagem) são listados e a prescrição dos cuidados de enfermagem realizados baseados nestes diagnósticos. Enfim o Diagnóstico de enfermagem se tornou tão importante quanto o Diagnóstico médico porque um complementa o outro: o médico trata a doença (prescreve medicações e indica cirurgias) o enfermeiro trata os sintomas (prescreve cuidados de enfermagem). Concluímos então que toda a Unidade de Saúde necessidade da presença de enfermeiros e que estes precisam ser valorizados e respeitados como um profissional essencial para a recuperação dos pacientes.
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté - Unidade I

O CAMINHO PARA UMA DIRETORIA DE SUCESSO

O relacionamento interpessoal e interdisciplinar é um dos fatores fundamentais para que a diretoria comece pelo caminho certo. O bom relacionamento entre as diretorias de departamentos  transforma as dificuldades em soluções. Entretanto apenas o bom relacionamento não é o suficiente para que um diretor obtenha o êxito necessário. Muitas outras situações estão envolvidas, entre elas, a capacidade de participar do grupo entendendo e respeitando a hierarquia. A visão de limites direciona e controla as ações evitando que um entre no limite do outro e cause ciúme e discórdia, coisa que certamente prejudicará o desempenho do projeto.  O conhecimento de limites de atuação, também posiciona e ajusta o diretor evitando que este deixe de realizar ações importantes, na expectativa que o outro resolva um problema que é seu. A organização do trabalho, através de levantamento de problemas e planejando as ações a serem tomadas direciona o caminho para a solução de forma equilibrada e competente. Criar alvos a serem atingidos motiva o mundo do trabalho e dá asas à criatividade de todos. Todo serviço possui deficiências que precisam ser melhoradas ou projetos que precisam ser criados, por isso ser pró – ativo é mais que um dever, é uma qualidade fundamental que trás respostas a perguntas que ainda serão feitas. Quando as metas não estão bem definidas, as ações geralmente são equivocadas ou precipitadas, e transforma boas idéias em verdadeiras dores de cabeça, podendo inclusive comprometer a estabilidade do cargo ocupado. Isto reforça a necessidade de consultar outras pessoas envolvidas no problema antes de uma tomada de decisão. Um projeto complexo envolve automaticamente pessoas de outros departamentos que aparentemente são autônomos, que, entretanto são chamados a participarem por serem eles responsáveis por uma determinada área específica (inclusive, com responsabilidade técnica) e o fato de desconhecerem o projeto, pode causar a sua inviabilidade política se o interresse no caso não for mútuo. Enfim: o bom relacionamento, respeito à hierarquia, conhecimento de limites, a capacidade de visualizar os problemas e a ação realizada em conjunto com outros departamentos, pode ser o caminho para uma diretoria de sucesso.
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I

A CAPELANIA HOSPITALAR COMO IMPORTANTE FATOR NO PROCESSO DA HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO

O processo de trabalho tem o objetivo de trazer satisfação ao ser humano, o trabalho faz parte da vida em sociedade, entretanto na atualidade encontramos uma grande insatisfação por parte do trabalhador. Cabe aos Gestores encontrarem as respostas para essa insatisfação e desenvolver modelos de planejamentos que realmente criem um ambiente saudável e motivacional a todos. A implantação da capelania hospitalar pode colaborar no que diz respeito à assistência espiritual, uma vez que os problemas do dia  a dia trazem falta de motivação e uma conseqüente depressão. É óbvio que o capelão não substitui a pessoa do psicólogo, que racionaliza e busca soluções através do levantamento de problemas de cada um. Entretanto o capelão pode ajudar o trabalhador a encontrar as respostas para diversas questões através da fé. O momento em que vivemos é exatamente o oposto disso, não existe fé em Deus, fé no Mundo e nem na própria pessoa. Isto provoca uma situação de crise interior de tão grande proporção que acaba por atingir a pessoa em questão e ao próximo. A falta de acreditar em um ser superior que ajuda na solução de um problema leva o indivíduo envolvido em crises a não encontrar respostas para seus questionamentos e acaba por deprimir-se ainda mais.
Um atendimento personalizado de um líder espiritual (em um momento de crise existencial aguda, como nos casos em que um profissional se encontra em confronto com sua própria vocação, pensa em abandonar a carreira, por começar a visualizar a vida de uma maneira feia e derrotista; não conseguindo vislumbrar tudo de bom que a sua profissão pode proporcionar) leva o profissional a retomar com outros olhos, com outra perspectiva a questão do trabalho. Muitos outros casos podem ser descritos: como no contexto vida e morte em que muitos deixam de suportar ou aceitar a morte como fato natural ou quando o sentimento em relação à morte é banalizado. Algum tempo de diálogo entre um capelão e o profissional pode dar resultados surpreendentes e com excelente mudança de comportamento.
O relacionamento difícil entre alguns profissionais também pode receber atenção do serviço de capelania, quando estes são acolhidos por pessoas que estão preparadas para falar sobre construção de novos relacionamentos. Em momentos de crise aguda, ao noticiar a morte de um paciente a um familiar, a presenças de um líder espiritual pode em muito colaborar para conforto, tranqüilidade e por incrível que pareça fazer da falta de esperança um motivo a mais para se lutar pelo amanhã.  Enfim, em um mundo voltado para o egocentrismo, guiado pela lei de Gerson, em que estamos em uma grande multidão, mas nos sentimos solitários, as palavras de um homem como nós, que, entretanto, possuí um ministério voltado para resolver conflitos, baseados na palavra de Deus, sempre será bem visto em nosso meio.
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I

A RESPONSABILIDADE DA DIRETORIA NA TOMADA DE DECISÃO

A palavra decisão do Lat. decisione., acto ou efeito de decidir; resolução; deliberação; sentença; intrepidez; coragem; desassombro; fim; traz a todas as pessoas que tomam decisões uma responsabilidade que muitas vezes não é analisada em todo o seu amplo contexto. Os líderes são responsáveis por todas as decisões que representam importância no âmbito empresarial, porque é da diretoria que saem os projetos que produziram mudanças não só na empresa, mas também na vida pessoal dos colaboradores. Por isso desenvolverei este tema, que está relacionado diretamente a tomada de decisão em dois tipos: Decisão a médio e longo prazo e decisão imediata.   Decisão a médio e longo prazo é confortável para a diretoria, porque um projeto quando bem desenvolvido e estruturado poderá trazer o sucesso do empreendimento (Se levarmos em consideração a maturidade do grupo de gerentes envolvidos e análise da viabilidade). Este tipo de decisão vem com uma maior consistência e segurança, tendo em vista que todos os pontos positivos e negativos já foram exaustivamente discutidos pelos envolvidos, todos os impactos já serão esperados e o grupo estará preparado para sua execução. Um lado negativo deste tipo de decisão está relacionado à diretoria “sonhadora” e imatura que inicia um projeto, não possui capacidade para levá-lo adiante e acaba por tomar decisões que trarão mais prejuízos que benefício à empresa e aos colaboradores. Este perfil de diretoria acaba por produzir na empresa um aumento no stress em decorrência da insegurança financeira, que este tipo de gestão passa a todos os envolvidos. Um outro lado de análise da tomada de decisão a médio e longo prazo é o fato do diretor não possuir motivação para fazer projetos viáveis e com isso empurrar as decisões para frente na esperança que a sorte resolva seus problemas, ficando a empresa sem tomada de decisões importantes para o seu crescimento.      A decisão imediata pode ser positiva quando o diretor possuir conhecimento de todas as situações momentâneas que ocorrem na empresa, seja ela financeira ou de recursos humanos e, além disso, possuir equilíbrio emocional. As decisões imediatas só devem ser tomadas a partir de informações verificadas com os envolvidos no problema, e que haja uma avaliação política da repercussão da tomada de decisão. Em resumo um diretor para realizar uma ação deve possuir os dois pés no chão e saber onde está pisando. Uma ordem a um colaborador pode ser o botão para o acionamento de uma erupção que muitas vezes não poderá ser controlada, tendo em vista que toda ordem de diretoria, sai em forma de oficio e assinada para ser cumprida. O ideal é que as decisões imediatas sejam tomadas em grupo, por que várias pessoas pensando ao mesmo tempo, impedem um equivoco por parte do diretor. A descentralização da decisão divide as responsabilidades e evita que a diretoria seja responsabilizada pelos colaboradores, quando uma decisão trouxer algum tipo de insatisfação ao grupo. Em resumo tanto a tomada de decisão a médio e longo prazo e a imediata possui vantagens e desvantagens, cabe ao Gestor saber utilizá-la como uma maneira de gerenciar um problema e não aumentar ou criar outros. 
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I

HUMANIZAÇÃO NO RELACIONAMENTO PROFISSIONAL

A palavra humanização é a última moda nas palestras, seminários, grupos de discussão dentro das empresas (quando se refere ao cliente). O que dizer a respeito do nosso colaborador? Ele possuiu direito a Humanização?. O grande paradigma precisa ser mudado. Se em quase todas as empresas tratamos do assunto humanização, isto significa que o nosso colaborador em algum momento de sua vida se transforma em um cliente e recebe esse tratamento humanizado de uma outra empresa. Podemos concluir dessa maneira que esse sistema de humanização é puramente capitalista, egocêntrico e com segundas intenções, fugindo totalmente do verdadeiro sentido da palavra. A palavra humano, de origem no latim, significa humanu, que é um adjetivo, referente de algo próprio do homem, ou relativo ao homem, também se refere a bondoso, benigno, compassivo. Em uma análise mais profunda, devemos nos auto criticar e verificar se este é realmente o sentimento que nos motiva a realizar a humanização. Na maioria das vezes nos tornamos cruéis ou desumanos com nossos colaboradores, no momento em que nos encontramos diante de nosso cliente, ou de uma queixa relatada em uma caixa de opiniões. Não vamos negar à verdade, nos tornamos muitas vezes agressivos, intolerantes e ameaçadores, quando pensamos que podemos perder um cliente e isto é o suficiente para esquecermos os princípios da humanização. É neste ponto que precisamos parar e refletir....não seria o nosso colaborador também importante neste processo de humanização? Não seria o nosso colaborador o maior denunciante de nossa hipócrita humanização. Qual é o problema que levou o nosso colaborador a não agir com humanização? não seria talvez o reflexo desta falta de humanização em relação a ele. Em uma pior hipótese, não seria um reflexo de ausência de humanização do gestor em relação a si mesmo? O desespero pela conquista de espaço no mercado capitalista tem feito o ser humano esquecer de si mesmo e dos outros humanos. Principalmente na questão ética em que transforma o seu cliente em um objeto de consumo, utilizando uma falsa humanização. Sorrisos plásticos estampados no rosto dos nossos colaboradores não refletem a verdade de seus sentimentos. Isto sim precisa ser mudado e só você que é gestor pode iniciar esse processo, transformar a sua vida, a vida de seu colaborador e a vida de seu cliente. Isto é humanizar....tratar a todos com igualdade, imparcialidade, amizade. Importantíssimo é lembrarmos que todo o ser humano é um gestor, seja pai, mãe, professores...enfim todo o ser humano necessita exercer humanização para termos um mundo melhor. Enfim seja bondoso com você e com os que estão a sua volta. Dê uma chance para você. Pense nisso.
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté - Unidade I

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