O Suporte Básico de Vida (BLS) tem se mostrado a única solução para diminuir os casos de mortes no local de acidentes e diminuição de seqüelas decorrentes dos acidentes ou infartos, que são atendidos nas unidades de saúde de todo o mundo. Os casos de acidentes, como atropelamentos, asfixia, infartos ou outras situações de emergência, como no caso de hipoglicemia, convulsão ou coma alcoólico são verdadeiramente casos de saúde pública. É caracterizado assim pelo fato de ocorrem dentro da comunidade, fora de uma instituição hospitalar e receberem o primeiro atendimento apenas por pessoas autorizadas, com treinamento específico capacitados para este ofício, como é o caso do profissional de saúde. O grande paradigma que precisa ser mudado é exatamente esta discrepância entre o grande conhecimento que o profissional de saúde possui sobre atendimento de Suporte Básico de Vida e o total desconhecimento da comunidade sobre este tema de tão alta relevância.
Sempre que uma vítima é atendida pela equipe de saúde, vários minutos já se passaram entre o acidente e a chegada da ambulância e por mais competente que seja o socorro realizado, uma seqüela já está estabelecida. Por isso se torna urgente que a comunidade seja ensinada a realizar o primeiro atendimento para que a vítima tenha maior chance de sobrevida. O ideal que o ensino de SBV inicie no ensino fundamental, para que a população cresça entendo a importância de conhecer o primeiro atendimento e desenvolver essa competência como uma filosofia de vida e não como uma obrigação. Não são desconhecidos de todos nós os casos de pessoas que morrem por asfixia ou afogamento por falta de atendimento e também não é desconhecido de todos nós que diversas pessoas observam a vítima morrer e nada fazem por desconhecerem totalmente do assunto. A parábola do bom samaritano, descrita por Jesus há muito tempo foi esquecida, porque as pessoas temem realizar um socorro e trazerem maiores riscos para a vítima, por isso optam ver o seu próximo agonizar até morrer e se quer ousam tomar medidas básicas de socorro. A estrema relevância do SUPORTE BÁSICO DE VIDA necessita ser discutida por educadores e profissionais de saúde, para desenvolverem estratégias de como ensinar a comunidade a agir em caso de acidentes com vítimas. A forma de liberar uma via aérea superior, verificar a respiração, dar suporte ventilatório, verificar a circulação, controlar hemorragia e realizar uma massagem cardíaca é uma matéria de fácil aprendizado, que pode fazer a diferença entre a vida e a morte de pessoas importantes da nossa sociedade. É o por isso que o objetivo da Sociedade Brasileira do Coração é melhorar os índices de recuperação de pacientes com Parada Cardio Respiratória que, atualmente, acredita-se serem inferiores a 1% nos grandes centros.
Márcio Gomes da Costa – Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I
Nenhum comentário:
Postar um comentário