Um Pronto Socorro será sempre lembrado como um lugar de esperança para as pessoas que correm risco de morte. É um lugar também que recebe pessoas altamente ansiosas em relação ao estado de saúde de seus amigos e familiares. Em resumo, é no Pronto Socorro que todas as pessoas acreditam que encontram a única chance de sobrevivência e é por isso que os profissionais que trabalham neste serviço, precisam estar bem preparados em Suporte Avançado de Vida. Os protocolos de serviço desenvolvidos pela American Heart Association, Colégio Brasileiro de Cirurgiões, entre outros, é o caminho para uma assistência com qualidade técnica e aumenta a sobrevida dos pacientes vítimas de trauma e problemas cardiológicos. Particularmente a enfermagem apresenta uma grande parcela de contribuição na assistência ao paciente gravemente enfermo, tendo em vista que a recepção deste paciente é feito exclusivamente pela enfermagem. Partindo deste princípio é de extrema necessidade que a equipe de enfermagem seja treinada nos protocolos de emergência, para que a cadeia de sobrevivência que inicia no Suporte Básico de Vida chegue ao Suporte Avançado de Vida com o maior êxito possível. Alguns passos precisam ser seguidos desde a recepção do paciente no Pronto Socorro até a sua transferência para uma unidade de Terapia Intensiva. A escala de trabalho para atendimento de emergência deve contar inicialmente com 03 profissionais: um enfermeiro, 01 técnico de enfermagem e 01 auxiliar de enfermagem que serão responsáveis pela recepção na entrada da emergência. O auxiliar de enfermagem deve localizar-se em uma posição que facilmente visualize a chegado da ambulância ou carro particular na entrada da emergência. Ao detectar a chegada de uma vítima de emergência, este comunica ao enfermeiro e ao técnico de enfermagem e os três se deslocam à porta de entrada e fazem a recepção da vítima. Neste momento dá-se início ao Suporte Avançado de Vida. O primeiro a chegar à cabeceira da maca realiza a letra A (libera vias aéreas), isto é eleva o queixo do cliente de forma que o ar entre com maior facilidade aos pulmões e avalia a coluna cervical à procura de lesões, aproxima o rosto à face da vítima e vê se o tórax está expandindo-se, ouve e sente, se o ar está saindo pelas narinas. 0 segundo profissional a chegar próximo a vitima verifica se existe pulso palpável e o terceiro a chegar realiza a avaliação rápida do estado neurológico (AVDI: A: se a vítima está alerta, V: se responde ao chamado verbal, D: se só reage a dor e I: se se encontra totalmente sem resposta). Completado essa etapa que deve ser rápida e, definido o grau de gravidade desta vítima, a mesma deverá ser encaminhada à sala de emergência para damos continuidade ao suporte avançado de vida. Na sala de emergência realiza-se a avaliação primária da vitima traumatizada que é composta pelas letras ABCDE. A: (libera vias aéreas), isto é elevar o queixo do cliente de forma que o ar entre com maior facilidade aos pulmões e avalia a coluna cervical à procura de lesões (revisa o posicionamento do colar cervical) oferece oxigênio por máscara não reinalante (com reservatório), aspira vias aéreas se for necessário. B: Acopla um oxímetro de pulso para verificação de saturação de oxigênio e observa a elevação do tórax à procura de lesões importantes que comprometam a parte respiratória, observa-se também a coloração das extremidades. Na letra C: Realiza-se a monitorização eletrocardiográfica, verifica-se presença e qualidade do pulso, hemorragias e tempo de enchimento capilar periférico. Duas veias de grosso calibre deverão ser puncionadas para uma infusão de grandes quantidades de solução fisiológica para prevenir ou tratar o choque hipovolêmico. Na letra D: Revisa-se o AVDI e na Letra E: avaliamos a superfície corporal da vítima à procura de lesões, fraturas ou perdas de substância do tecido subcutâneo e muscular. É de extrema importância durante a avaliação da superfície corporal realizar o aquecimento da vítima para evitarmos agravar o estado de choque. Depois de realizado estas etapas e procedido às intervenções médicas, a vitima deverá ser transferida para uma unidade te Terapia Intensiva ou Semi intensiva de acordo com a gravidade do caso.
Márcio Gomes da Costa - Professor da Faculdade Anhanguera de Taubaté Unidade I
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